Com acentuado desenvolvimento para norte da E.N. 231-2, encontra-se a Vila de Santar, uma concentração de casario tradicional e antigo disposto ao longo dos arruamentos estreitos e sinuosos, que desembocam em largos de grande beleza rodeados de construções de elevada qualidade arquitetónica e paisagística, envolvidas por grandes áreas de quintas e jardins. A poente domina a moradia unifamiliar, onde os arruamentos são mais largos e retos.

No reinado de D. João I pertenceram as terras de Santar, a Diogo Soares de Albergaria. Contava no ano de 1527, entre 228 e 256 habitantes, um número que foi aumentando, e que contava em 1830 com 1200 habitantes e em 1864 com cerca de 2283. Atualmente tem 1051 habitantes segundo os Censos de 2011.

Vila desde 21 de março de 1928, a freguesia de Santar ja completou 80 anos de experiência e é considera uma das mais nobres e belas do Concelho de Nelas. Chamada nos bons velhos tempos por ” Cortes da Beira”, segundo referência de Júlio Gil em “As mais Belas Aldeias de Portugal”, a freguesia de Santar conserva até hoje as suas raizes ancestrais nas ruas do casario granítico e no conjunto urbano de traça senhorial. E legado dos últimos séculos é de facto o Solar dos Condes de Santar, que data dos séculos XVII e XVIII, a Casa das Fidalgas, hoje pertença dos Duques de Bragança, o Paço dos Cunhas, o Solar a Capela de N. Srª. da Piedade, a Igreja Matriz de Santar, cuja construção o século X, a Igreja da Misericórdia de Santar, obra do Séc.XVII. Existem ainda inúmeros fontanários, alminhas e cruzeiros espalhados pela freguesia.

Outrora, dedicou-se a atividades económicas bastante especificas e de especial importância, sendo na primeira metade do século XVII exportadora de vinho e milho para o Brasil, através do Porto da Figueira da Foz. Destas culturas agrícolas realça a produção do vinho, que tem sido o recurso comercializável mais importante ao longo de gerações e que ainda hoje sustenta boa parte da economia local.