Conheça os caminhos pedestres do concelho

Circuito Pedestre das Caldas da Felgueira:

O Circuito das Caldas da Felgueira é um percurso pedestre que percorre os caminhos rurais e as paisagens envolventes ao balneário termal e às margens do rio Mondego. Acessível a quase todos e com uma reduzida extensão, é a opção perfeita para um passeio ao ar livre e recomendado como terapia complementar à cura pelas águas. Este percurso faz parte de uma rede de circuitos pedestres implementados nas estâncias termais da Região Centro para promoção do lazer ativo ao ar livre e da descoberta do património natural e cultural local.

 

DISTÂNCIA: 4.2 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 1h30

DESNÍVEL ACUMULADO: 45m D+ / 45m D-

ALTITUDE: Máxima: 215m / Mínima 170m

DOWNLOAD DO PERCURSO:

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

 

Para mais informações:

https://termascentro.pt/pt/listagem-de-produtos/circuito-pedestre-das-caldas-da-felgueira

 

Folheto - Circuito Pedestre das Termas da Felgueira

PR1 Moinhos do Castelo – Senhorim:

A Casa dos Senas é o ponto de partida do percurso que nos levará a descobrir a vila de Senhorim e as suas terras. No primeiro troço, passa pela rotunda Terras de Senhorim, que afirma a forte ligação da terra à cultura vinhateira, e daí penetra em caminhos agrícolas, cruza uma mancha de pinhal e encontra o primeiro moinho da viagem, nas margens do rio Castelo.

Entra de novo em Senhorim para visita à Igreja Matriz e logo regressa aos campos, passando para a outra margem do rio Castelo e iniciando aí uma pequena subida em área de pinhal repleta de grandes blocos e lajes graníticas. As perspetivas para a vila e para o rio, com os seus moinhos, adquirem especial cenografia no miradouro do Poço da Dorna.

Daqui, acompanha o rio Castelo, rumo a sul, num troço onde se podem observar marmitas de gigante, até o atravessar numa galeria ripícola favorável à imersão natural. O regresso à Casa dos Senas faz-se rumo a norte, pela margem direita do Castelo, passando pelo núcleo de moinhos de Senhorim e, mais adiante, pelo Moinho das Poldras, no rio Videira, afluente do Castelo.

 

DISTÂNCIA: 8.20 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 2h35

DESNÍVEL ACUMULADO: + 330 m

TIPO DE PERCURSO: Circular

GRAU DIFICULDADE: nível 1

Pontos de interesse:

1-Pontosde interesse/ Points of jnterest Casados Senas/ SenasManarHouse 2-RotundaTerras de Senharim/ Terras de Senhorim roundabout 3-Sepulturas antropomórficas da Várzea/ Anthropomorphic graves of Várzea 4-Igreja Matriz de Senhorim / Senhorim Main Church 5-Núcleo de Antigos Moinhose Ponte em granito/ Nucleus of old watermills and granite bridge 6-Moinho do Rio Castelo/ Castelo River watermill 7-Miradouro – Poço da Dorna/ Viewpoint – Poço da dorna 8-Mini-hídrica de Senhorim – Marmitas de Gigante/ Senharim Mini-hydro – Giant’skettles 9-Núcleo de Antigos Moinhos/ Nucleus of old watermills 10-Moinhosdo MachoVelho/ Macho Velhowatermills 11-MoinhosdaPisoeira/Pisoeirawatermills 12-PoçoSanto(Festa do São Bartolomeu)/ Poço Santo(Feast of São Bartolomeu) 13-Moinhodas Poldras(Rio Videira)/ Poldraswatermill (Videira River) 14-Capelada Sra do Viso/ Sr’ do Viso Chapei

Uma história movida pela água

Na vila de Senhorim, nas margens dos rios Castelo e Videira, encontram-se relíquias de um passado não tão distante em termos cronológicos, mas imensamente longínquo em termos tecnológicos. São os moinhos de rodízio, preciosidades do mundo pré-eletricidade, estruturas outrora essenciais à moagem dos cereais, aqui, sobretudo do milho e do centeio.

A construção de um moinho implicava custos que um agricultor dificilmente poderia pagar e por isso era tão frequente terem vários proprietários, os chamados herdeiros, que o utilizavam alternadamente, num sistema comunitário de trabalho. O moinho, há que lembrar, não é apenas o edifício onde está a mó e o rodízio. Um moinho é também o açude necessário para armazenar a água a montante e a levada para a transportar ao seu interior. É uma estrutura que se adapta aos rios e ribeiros sem deles nada roubar, já que a água ao passar pelo rodízio de novo seguia o seu rumo.

 

 

Casa dos Senas – Senhorim

Do antigo solar do séc. XVII, pertencente aos Senas, pouca informação chegou à atualidade. Hoje, no entanto, depois de restaurado, nova vida lhe foi concedida, primeiro como espaço de exposições, com um pequeno auditório, salão nobre e biblioteca, e futuramente como centro de interpretação das Terras de Senhorim. Ao belo talhe do granito preservado do edifício original, acrescentam-se os interessantes brasões de ferro, nas varandas, com 3 folhas de videira e 3 cachos de uvas.

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

 

PR2 – Santar:

O percurso parte do Largo do Paço dos Cunhas e atravessa a vila em direção à vistosa Casa de Santar. A Igreja da Misericórdia marca o fim da travessia urbana e o início da imersão nas vinhas do Dão de Santar, pontuadas aqui e ali por pinheiro manso e bravo, oliveiras e carvalhos. Neste setor, o percurso faz uma espécie de U, regressando à vila por caminho paralelo, mas antes do retorno, não perca as espetaculares perspetivas para a Serra do Caramulo, elevada acima da ampla extensão de vinhas e do casario de Santar.

Passa pela Igreja Matriz, pela Casa das Fidalgas e pela Casa do Soito até de novo se afastar da vila, rumo ao leito do rio Dão, entre propriedades dedicadas à vinha e mais adiante, já na encosta descendente, em área de pinhal. Recomenda-se atenção na passagem pela pedreira que antecede a chegada ao Dão.

Acompanha o Dão embrenhado na sua frondosa galeria ripícola até à ponte da EN231, onde flete à direita para de novo subir a encosta, mas agora através de uma antiga calçada de origem romana. Antes do retorno a Santar, um pequeno desvio mostra-lhe uma Lagareta Medieval.

 

DISTÂNCIA: 9.87 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 3h15

DESNÍVEL ACUMULADO: + 353 m

TIPO DE PERCURSO: Circular

GRAU DIFICULDADE: nível 1

Pontos de interesse:

1 – Largo do Paço e Paço dos Cunhas; 2 – Casa de Santar; 3 – Igreja da Misericórdia; 4 – Vinhas; 5 – Igreja Matriz de Santar; 6 – Casa das Fidalgas; 7 – Casa do Soito; 8 – Vinhas; 9 – Rio Dão; 10 – Calçada Romana; 11 – Lagareta Medieval

As nobres terras do Dão

Santar é terra de grandes vinhos, de nobres casas senhoriais e de curiosos episódios da história portuguesa. É por isso necessário falar dos Cunhas e do seu Paço, cuja construção remonta a 1609, ordenada por D. Pedro da Cunha, aproveitando algumas estruturas já existentes de um paço medieval. D. Pedro era o donatário dos concelhos do Barreiro, Senhorim e Óvoa e fidalgo da casa de D. Filipe II (1578-1621).

Após a sua morte, em 1620, herda a propriedade o seu filho D. Lopo da Cunha, também partidário dos Filipes. Um ano após a Restauração da Independência, em 1641, D. Lopo da Cunha é obrigado a fugir para Espanha depois de ter participado ativamente numa conspiração contra D. João IV e a nova monarquia. Todos os seus bens foram confiscados e o Paço abandonado. Dos Cunhas, nunca mais se soube nada. No início do séc. XX foi vendido a José Caetano dos Reis e parcialmente recuperado.

 

Casa do Soito – Santar

Construída no séc. XVIII ao estilo maneirista e barroco, era pertença da família Coelho do Amaral, a mesma que no séc. XX adquiriu o arruinado Paço dos Cunhas. A fachada principal, muito decorada, está repleta de vãos moldurados, na porta e nas janelas, com elementos curvilíneos de belo pormenor. A cornija, peculiar, eleva-se em arco acentuado de forma a acolher o brasão da família. No jardim, duas extraordinárias palmeiras mantêm guarda à casa.

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

PR3 CALDAS DA FELGUEIRA:

O percurso parte das Caldas da Felgueira, passando pelas vistosas instalações do Grande Hotel antes de se afastar ligeiramente da povoação para observação da riba da Pantanha, a mesma que mais a jusante se encontrará em queda na Cascata da Pantanha.

De novo entra na povoação, onde se notam num edifício antigo alguns painéis pintados com temáticas territoriais, e daqui avança serra acima por caminhos florestais onde além do caos de blocos graníticos, se avistam alguns pinheiros bravos intercalados com eucaliptos e espécies arbustivas. Ao aproximar-se da riba do Vale do Gato aparecem os primeiros carvalhos e daí continua em subida até aos campos agrícolas do Folhadal, podendo aqui desviar-se até à Laje Grande e contemplar as vistas.

É tempo de iniciar a descida até ao vale do Mondego, passando pela Orca do Folhadal, um monumento funerário megalítico, até atingir a zona onde o cultivo da vinha domina a paisagem. O Mondego já se avista e ao longo dos próximos metros há vários lugares que permitem a aproximação às suas águas. À entrada das Caldas, não deixe de apreciar a exuberante cenografia que envolve a ponte centenária sobre o Mondego.

 

DISTÂNCIA: 9.65 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 3h00

DESNÍVEL ACUMULADO: + 635 m

TIPO DE PERCURSO: Circular

GRAU DIFICULDADE: nível 1

Pontos de interesse:

1 – Caldas da Felgueira; 2 – Grande Hotel das Caldas da Felgueira; 3 – Ribeira da Pantanha; 4 – Ribeira do Vale do Gato; 5 – Miradouro da Laje Grande; 6 – Orca do Folhadal; 7 – Vinhas; 8 – Rio Mondego; 9 – Ponte centenária sobre o Mondego; 10 – Cascata da Pantanha

 

Das águas que alimentam às águas que sanam

As águas das Caldas da Felgueira, mencionadas nas Memórias Paroquiais de 1758, ordenadas pelo Marquês de Pombal, só começaram a ser exploradas termalmente a partir do início do século XIX. Nessas memórias era mencionada uma nascente quente e sulfúrica no limite do lugar de Vale de Madeiros.

Na Exposição Universal de Paris, em 1867, as suas qualidades terapêuticas foram reconhecidas e com a abertura da Linha da Beira Alta, em 1882, e a consequente maior facilidade de acesso a esta zona interior na borda do Mondego, a procura aumentou consideravelmente. É nesse momento que é dada a concessão da sua exploração a José Maria Marques Caldeira, que cria a Companhia das Águas Medicinais de Felgueira, e pouco depois, em 1886, nasce a Nova Companhia do Grande Hotel Club das Caldas da Felgueira. O Centro Termal dos nossos dias abriu ao público em 1997, depois de grandes obras de requalificação e ampliação.

 

Caldas da Figueira

As águas das Caldas da Felgueira são fracamente mineralizadas e, quimicamente, sulfúreas – com pH de 8,4 -, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas. São águas mesotermais captadas em profundidade a cerca de 35,8 ̊C, indicadas para tratamentos ao nível das vias respiratórias, afeções músculo esqueléticas e reumáticas. São também usadas em programas de bem-estar, beleza e estética. A época termal decorre entre 1 de março e 18 de novembro.

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

 

 

Caldas da Felgueira CP

Circuito Pedestre das Caldas da Felgueira:

O Circuito das Caldas da Felgueira é um percurso pedestre que percorre os caminhos rurais e as paisagens envolventes ao balneário termal e às margens do rio Mondego. Acessível a quase todos e com uma reduzida extensão, é a opção perfeita para um passeio ao ar livre e recomendado como terapia complementar à cura pelas águas. Este percurso faz parte de uma rede de circuitos pedestres implementados nas estâncias termais da Região Centro para promoção do lazer ativo ao ar livre e da descoberta do património natural e cultural local.

 

DISTÂNCIA: 4.2 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 1h30

DESNÍVEL ACUMULADO: 45m D+ / 45m D-

ALTITUDE: Máxima: 215m / Mínima 170m

DOWNLOAD DO PERCURSO:

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

 

Para mais informações:

https://termascentro.pt/pt/listagem-de-produtos/circuito-pedestre-das-caldas-da-felgueira

 

Folheto - Circuito Pedestre das Termas da Felgueira

Senhorim PR1

PR1 Moinhos do Castelo – Senhorim:

A Casa dos Senas é o ponto de partida do percurso que nos levará a descobrir a vila de Senhorim e as suas terras. No primeiro troço, passa pela rotunda Terras de Senhorim, que afirma a forte ligação da terra à cultura vinhateira, e daí penetra em caminhos agrícolas, cruza uma mancha de pinhal e encontra o primeiro moinho da viagem, nas margens do rio Castelo.

Entra de novo em Senhorim para visita à Igreja Matriz e logo regressa aos campos, passando para a outra margem do rio Castelo e iniciando aí uma pequena subida em área de pinhal repleta de grandes blocos e lajes graníticas. As perspetivas para a vila e para o rio, com os seus moinhos, adquirem especial cenografia no miradouro do Poço da Dorna.

Daqui, acompanha o rio Castelo, rumo a sul, num troço onde se podem observar marmitas de gigante, até o atravessar numa galeria ripícola favorável à imersão natural. O regresso à Casa dos Senas faz-se rumo a norte, pela margem direita do Castelo, passando pelo núcleo de moinhos de Senhorim e, mais adiante, pelo Moinho das Poldras, no rio Videira, afluente do Castelo.

 

DISTÂNCIA: 8.20 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 2h35

DESNÍVEL ACUMULADO: + 330 m

TIPO DE PERCURSO: Circular

GRAU DIFICULDADE: nível 1

Pontos de interesse:

1-Pontosde interesse/ Points of jnterest Casados Senas/ SenasManarHouse 2-RotundaTerras de Senharim/ Terras de Senhorim roundabout 3-Sepulturas antropomórficas da Várzea/ Anthropomorphic graves of Várzea 4-Igreja Matriz de Senhorim / Senhorim Main Church 5-Núcleo de Antigos Moinhose Ponte em granito/ Nucleus of old watermills and granite bridge 6-Moinho do Rio Castelo/ Castelo River watermill 7-Miradouro – Poço da Dorna/ Viewpoint – Poço da dorna 8-Mini-hídrica de Senhorim – Marmitas de Gigante/ Senharim Mini-hydro – Giant’skettles 9-Núcleo de Antigos Moinhos/ Nucleus of old watermills 10-Moinhosdo MachoVelho/ Macho Velhowatermills 11-MoinhosdaPisoeira/Pisoeirawatermills 12-PoçoSanto(Festa do São Bartolomeu)/ Poço Santo(Feast of São Bartolomeu) 13-Moinhodas Poldras(Rio Videira)/ Poldraswatermill (Videira River) 14-Capelada Sra do Viso/ Sr’ do Viso Chapei

Uma história movida pela água

Na vila de Senhorim, nas margens dos rios Castelo e Videira, encontram-se relíquias de um passado não tão distante em termos cronológicos, mas imensamente longínquo em termos tecnológicos. São os moinhos de rodízio, preciosidades do mundo pré-eletricidade, estruturas outrora essenciais à moagem dos cereais, aqui, sobretudo do milho e do centeio.

A construção de um moinho implicava custos que um agricultor dificilmente poderia pagar e por isso era tão frequente terem vários proprietários, os chamados herdeiros, que o utilizavam alternadamente, num sistema comunitário de trabalho. O moinho, há que lembrar, não é apenas o edifício onde está a mó e o rodízio. Um moinho é também o açude necessário para armazenar a água a montante e a levada para a transportar ao seu interior. É uma estrutura que se adapta aos rios e ribeiros sem deles nada roubar, já que a água ao passar pelo rodízio de novo seguia o seu rumo.

 

 

Casa dos Senas – Senhorim

Do antigo solar do séc. XVII, pertencente aos Senas, pouca informação chegou à atualidade. Hoje, no entanto, depois de restaurado, nova vida lhe foi concedida, primeiro como espaço de exposições, com um pequeno auditório, salão nobre e biblioteca, e futuramente como centro de interpretação das Terras de Senhorim. Ao belo talhe do granito preservado do edifício original, acrescentam-se os interessantes brasões de ferro, nas varandas, com 3 folhas de videira e 3 cachos de uvas.

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

 

Santar PR2

PR2 – Santar:

O percurso parte do Largo do Paço dos Cunhas e atravessa a vila em direção à vistosa Casa de Santar. A Igreja da Misericórdia marca o fim da travessia urbana e o início da imersão nas vinhas do Dão de Santar, pontuadas aqui e ali por pinheiro manso e bravo, oliveiras e carvalhos. Neste setor, o percurso faz uma espécie de U, regressando à vila por caminho paralelo, mas antes do retorno, não perca as espetaculares perspetivas para a Serra do Caramulo, elevada acima da ampla extensão de vinhas e do casario de Santar.

Passa pela Igreja Matriz, pela Casa das Fidalgas e pela Casa do Soito até de novo se afastar da vila, rumo ao leito do rio Dão, entre propriedades dedicadas à vinha e mais adiante, já na encosta descendente, em área de pinhal. Recomenda-se atenção na passagem pela pedreira que antecede a chegada ao Dão.

Acompanha o Dão embrenhado na sua frondosa galeria ripícola até à ponte da EN231, onde flete à direita para de novo subir a encosta, mas agora através de uma antiga calçada de origem romana. Antes do retorno a Santar, um pequeno desvio mostra-lhe uma Lagareta Medieval.

 

DISTÂNCIA: 9.87 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 3h15

DESNÍVEL ACUMULADO: + 353 m

TIPO DE PERCURSO: Circular

GRAU DIFICULDADE: nível 1

Pontos de interesse:

1 – Largo do Paço e Paço dos Cunhas; 2 – Casa de Santar; 3 – Igreja da Misericórdia; 4 – Vinhas; 5 – Igreja Matriz de Santar; 6 – Casa das Fidalgas; 7 – Casa do Soito; 8 – Vinhas; 9 – Rio Dão; 10 – Calçada Romana; 11 – Lagareta Medieval

As nobres terras do Dão

Santar é terra de grandes vinhos, de nobres casas senhoriais e de curiosos episódios da história portuguesa. É por isso necessário falar dos Cunhas e do seu Paço, cuja construção remonta a 1609, ordenada por D. Pedro da Cunha, aproveitando algumas estruturas já existentes de um paço medieval. D. Pedro era o donatário dos concelhos do Barreiro, Senhorim e Óvoa e fidalgo da casa de D. Filipe II (1578-1621).

Após a sua morte, em 1620, herda a propriedade o seu filho D. Lopo da Cunha, também partidário dos Filipes. Um ano após a Restauração da Independência, em 1641, D. Lopo da Cunha é obrigado a fugir para Espanha depois de ter participado ativamente numa conspiração contra D. João IV e a nova monarquia. Todos os seus bens foram confiscados e o Paço abandonado. Dos Cunhas, nunca mais se soube nada. No início do séc. XX foi vendido a José Caetano dos Reis e parcialmente recuperado.

 

Casa do Soito – Santar

Construída no séc. XVIII ao estilo maneirista e barroco, era pertença da família Coelho do Amaral, a mesma que no séc. XX adquiriu o arruinado Paço dos Cunhas. A fachada principal, muito decorada, está repleta de vãos moldurados, na porta e nas janelas, com elementos curvilíneos de belo pormenor. A cornija, peculiar, eleva-se em arco acentuado de forma a acolher o brasão da família. No jardim, duas extraordinárias palmeiras mantêm guarda à casa.

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.

Caldas da Felgueira PR3

PR3 CALDAS DA FELGUEIRA:

O percurso parte das Caldas da Felgueira, passando pelas vistosas instalações do Grande Hotel antes de se afastar ligeiramente da povoação para observação da riba da Pantanha, a mesma que mais a jusante se encontrará em queda na Cascata da Pantanha.

De novo entra na povoação, onde se notam num edifício antigo alguns painéis pintados com temáticas territoriais, e daqui avança serra acima por caminhos florestais onde além do caos de blocos graníticos, se avistam alguns pinheiros bravos intercalados com eucaliptos e espécies arbustivas. Ao aproximar-se da riba do Vale do Gato aparecem os primeiros carvalhos e daí continua em subida até aos campos agrícolas do Folhadal, podendo aqui desviar-se até à Laje Grande e contemplar as vistas.

É tempo de iniciar a descida até ao vale do Mondego, passando pela Orca do Folhadal, um monumento funerário megalítico, até atingir a zona onde o cultivo da vinha domina a paisagem. O Mondego já se avista e ao longo dos próximos metros há vários lugares que permitem a aproximação às suas águas. À entrada das Caldas, não deixe de apreciar a exuberante cenografia que envolve a ponte centenária sobre o Mondego.

 

DISTÂNCIA: 9.65 Km

DURAÇÃO RECOMENDADA: 3h00

DESNÍVEL ACUMULADO: + 635 m

TIPO DE PERCURSO: Circular

GRAU DIFICULDADE: nível 1

Pontos de interesse:

1 – Caldas da Felgueira; 2 – Grande Hotel das Caldas da Felgueira; 3 – Ribeira da Pantanha; 4 – Ribeira do Vale do Gato; 5 – Miradouro da Laje Grande; 6 – Orca do Folhadal; 7 – Vinhas; 8 – Rio Mondego; 9 – Ponte centenária sobre o Mondego; 10 – Cascata da Pantanha

 

Das águas que alimentam às águas que sanam

As águas das Caldas da Felgueira, mencionadas nas Memórias Paroquiais de 1758, ordenadas pelo Marquês de Pombal, só começaram a ser exploradas termalmente a partir do início do século XIX. Nessas memórias era mencionada uma nascente quente e sulfúrica no limite do lugar de Vale de Madeiros.

Na Exposição Universal de Paris, em 1867, as suas qualidades terapêuticas foram reconhecidas e com a abertura da Linha da Beira Alta, em 1882, e a consequente maior facilidade de acesso a esta zona interior na borda do Mondego, a procura aumentou consideravelmente. É nesse momento que é dada a concessão da sua exploração a José Maria Marques Caldeira, que cria a Companhia das Águas Medicinais de Felgueira, e pouco depois, em 1886, nasce a Nova Companhia do Grande Hotel Club das Caldas da Felgueira. O Centro Termal dos nossos dias abriu ao público em 1997, depois de grandes obras de requalificação e ampliação.

 

Caldas da Figueira

As águas das Caldas da Felgueira são fracamente mineralizadas e, quimicamente, sulfúreas – com pH de 8,4 -, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas. São águas mesotermais captadas em profundidade a cerca de 35,8 ̊C, indicadas para tratamentos ao nível das vias respiratórias, afeções músculo esqueléticas e reumáticas. São também usadas em programas de bem-estar, beleza e estética. A época termal decorre entre 1 de março e 18 de novembro.

 

NORMAS DE CONDUTA:

– Seguir apenas pelo caminho recomendado;

– Evitar fazer ruídos desnecessários;

– Observar a fauna sem perturbar;

– Não danificar a flora;

– Não deixar lixo ou outros vestígios da sua passagem;

– Não recolher amostras de plantas ou rochas;

– Ser afável com as pessoas que encontre no local;

– Respeite a propriedade privada, deixe fechadas as cancelas que encontrar pelo caminho;

– Contacte as autoridades locais sempre que encontre alguma irregularidade.